Poema de Natália Correia

15.04.11

Decididamente a palavra 
quer entrar no poema e dispõe 
com caligráfica raiva 
do que o poeta no poema põe. 

Entretanto o poema subsiste 
informal em teus olhos talvez 
mas perdido se em precisa palavra 
significas o que vês. 

Virtualmente teus cabelos sabem 
se espalhando avencas no travesseiro 
que se eu digo prodigiosos cabelos 
as insólitas flores que se abrem 
não têm sua cor nem seu cheiro. 

Finalmente vejo-te e sei que o mar 
o pinheiro a nuvem valem a pena 
e é assim que sem poetizar 
se faz a si mesmo o poema. 

Natália Correia, in "O Vinho e a Lira"

 


publicado por rtiatdiogo às 16:50

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08.02.11

 

 

 

publicado por rtiatdiogo às 16:59

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08.02.11

 

 

 

publicado por rtiatdiogo às 16:58

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08.02.11

 

 

 

publicado por rtiatdiogo às 16:57

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08.02.11

Sem título" alt="" />

Achei este cartoon/caricatura bastante interessante, a crise económica e financeira á qual todas as nações do Mundo vivem, é um assunto cada vez mais presente no dia-a-dia de cada Ser Humano.

É uma crise assassina como nos diz e mostra o cartoon, o encerramento de várias empresas, o desemprego, a exclusão social, todos esses factores estarão a fazer com que milhões de pessoas desesperem pelas suas vidas.

É uma situação que está a gerar conflitos, extrema pobreza, fome entre os povos aos quais todos estamos sujeitos, agora resta-nos a esperança de a linha demonstrada no cartoon voltar a subir de modo a que possamos viver num Mundo bastante melhor.

publicado por rtiatdiogo às 16:54

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08.02.11

 

Uma Grande musica de um grande artista.

 

 

publicado por rtiatdiogo às 16:42

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08.02.11

 

O meu filme preferido! É realmente um filme com alguma violencia mas como uma história maravilhosa. è tambem um lema de vida onde nos mostra que devemos lutar sempre por aquilo que nos interessa, por aquilo que amamos.

 

 

publicado por rtiatdiogo às 16:38

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08.02.11

 

Um filme bastante interessante onde nos anos 80 ja se podia desvendar em como os meios de comunicação poderiam controlar as vidas de determinadas pessoas. Vejam que vale a pena!!

 

 

publicado por rtiatdiogo às 16:34

Pensar antes de publicar

09.11.10

Purgatório

 

Conhecem o "teorema do macaco infinito"? A ideia pertence a T.H. Huxley, que no século XIX afirmava que o macaco seria capaz de escrever uma peça de Shakespeare. Bastava, para tal, que dispuséssemos de macacos infinitos aos quais pudéssemos confiar máquinas de escrever infinitas. Um dia eles acabariam por medrar qualquer coisa de sublime.

Andrew Keen regressa ao teorema de Huxley em livro que deu polémica nos EUA e foi agora editado entre nós pela Guerra & Paz. Intitula-se "O Culto do Amadorismo". O título, como se costuma dizer, é todo um programa: entregue à multidão ignara - à geração YouTube, à geração Blogspot, à geração Wikipédia; no fundo, aos "macacos infinitos" -, a Internet está a arrasar com o mérito intelectual e artístico; a promover a ignorância e a boçalidade em larga escala; e a cultivar um narcisismo repulsivo em que milhões de alienados usam a rede para exporem os seus delírios.

O problema, no fundo, está na ausência de filtro, capaz de separar a qualidade da mediocridade. Num jornal clássico, existe um editor; na televisão, existe um programador; nos meios de comunicação, existem profissionais que julgam e seleccionam. A Internet é uma selva epistemológica e moral que, acredita Keen, só será espaço frequentável quando os mecanismos de julgamento e selecção tradicionais forem exercidos por profissionais cibernéticos.

Entendo o argumento de Keen. Mas é difícil concordar com o tom alarmista do autor. A Internet é um caos? Sem dúvida. Mas por cada vídeo idiota no YouTube, existem preciosidades musicais, históricas ou até filosóficas que seriam impensáveis há uma década. A melhor forma de enfrentar o "culto do amador" está em procurar, nas famílias ou nos amigos, nos livros ou nas escolas, o profissional em nós. Porque somos nós o verdadeiro "filtro" cibernético; os editores pessoais da informação que procuramos e recusamos; os programadores privados das imagens que nos inspiram ou repugnam.

A Internet mata a cultura tradicional? Pelo contrário: a Internet exige-a como nunca.


João Pereira Coutinho, in Revista Única, Expresso 28/Junho/2010


 

publicado por rtiatdiogo às 16:59

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